Engana-se quem pensa que todos whiskies têm o mesmo sabor. Com diferentes origens e variedades, a bebida possui uma das paletas olfativas e gustativas mais abrangentes do universo dos destilados.
Toda essa complexidade aromática deve-se a um conjunto de fatores que envolvem desde a região de origem até o tempo de maturação, passando pela escolha dos ingredientes, maltagem e destilação.
Em suma, podemos dizer que cada etapa e detalhe da produção influencia no sabor final do whisky, incluindo o tipo de barril usado no processo. Tonéis de carvalho americano, por exemplo, conferem sabor mais adocicado à bebida, enquanto os barris de carvalho europeu intensificam as notas frutadas.
Já os sabores defumados são resultado da presença de turfa e madeira no processo de fabricação do whisky, sendo muito comuns nos destilados de origem escocesa.
Não por acaso, assim como acontece com outras bebidas – como café e vinho – o whisky possui sua própria roda de aromas e sabores, que organiza e facilita a identificação das principais características sensoriais.
Principais sabores do whisky
Aromático, frutado e defumado são alguns dos três perfis de sabor mais procurados – e cobiçados – nos whiskies de todo o mundo.
As notas frutadas podem variar entre uma imensa – e complexa – gama de opções: frutas secas, frescas, cítricas, amarelas, vermelhas, tropicais.
Como exemplo de whisky frutado, temos o blended scotch Old Parr 12 anos, que se destaca pelas notas de framboesa e baunilha.
Entre os whiskies defumados, algumas opções são Johnnie Walker Double Black ou White Horse, que evidenciam notas de carvão e madeira.
Já Johnnie Walker Red Label, Johnnie Green Label e Buchanan’s são rótulos em que predominam notas aromáticas, incluindo especiarias e ervas.
Com tantas possibilidades de aroma e sabor a serem exploradas, é impossível dizer que “sabor de whisky é tudo igual”.
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