Qual a diferença entre Martini e Dry Martini? Veja receitas

(Crédito: Diageo)

À primeira vista, Martini e Dry Martini parecem a mesma coisa. A taça é a mesma, o visual cristalino também e a base alcoólica dos dois é o gin. Ainda assim, para quem aprecia a coquetelaria clássica, a diferença entre um e outro é gritante e muda completamente a experiência de saborear esse drink.

Essa diferença envolve proporção de ingredientes, estilo do vermute utilizado e até mesmo uma transformação histórica que acompanhou o gosto do público ao longo de décadas. Entenda abaixo a diferença entre Martini e Dry Martini e conheça detalhes curiosos sobre a evolução de um dos coquetéis mais famosos do mundo:

Martini antes de ser Dry

o que é Dry Martini
(Crédito: Diageo)

O Martini surgiu no fim do século XIX, nos Estados Unidos, muito possivelmente como uma evolução de um coquetel chamado Martinez. Na época, a quantidade de vermute na receita era mais generosa, e havia mais equilíbrio entre ele e o gin. Tudo isso resultava em um drink aromático, levemente herbal e com menor percepção do álcool na receita.

A diferença entre Martini e Dry Martini começa aqui. O Martini original não era necessariamente seco, justamente pela proporção equilibrada dos ingredientes principais. Com o tempo, porém, o paladar do público mudou e passou a priorizar drinks mais diretos, menos adocicados e com maior protagonismo do destilado de base.

Assim, nasceu o Dry Martini, um Martini cuja proporção de vermute é bem menor visando aumentar a percepção das notas trazidas pelo gin.

O que torna um Martini “dry”?

o que é Dry Martini
(Crédito: Diageo)

A palavra “dry” (“seco”) se refere ao uso do vermute seco e, acima de tudo, a redução da quantidade desse ingrediente na receita.

Enquanto o Martini original traz proporções mais equilibradas, o Dry Martini reduz drasticamente a proporção do vermute. Em algumas versões, ele aparece apenas para “lavar” a taça, aromatizando-a antes de servir o gin.

Na prática, isso dá destaque ao gin e aumenta a percepção alcoólica do drink, tornando-o mais direto. A mudança pode ser sutil, mas é significativa na taça, visto que essa mudança derruba a “maciez aromática” do coquetel original e o transforma em algo mais incisivo.

É importante que, aqui, não se trata de certo e errado, mas sim de estilo e das preferências do apreciador.

Receitas de Martini e Dry Martini

Veja abaixo as receitas das duas variações do drink para testar em casa:

Martini clássico

Ingredientes

  • 50 ml de gin
  • 20 ml de vermute seco
  • Gelo
  • 1 azeitona verde ou twist de limão

Preparo

Comece resfriando a taça em que o drink será servido. Em um mixing glass com bastante gelo, adicione o gin e o vermute. Mexa por cerca de 20 a 30 segundos até atingir uma boa diluição e perceber que a mistura está bem gelada. Coe para a taça previamente resfriada e finalize com a guarnição escolhida.

Dry Martini

Ingredientes

  • 60 ml de gin
  • 10 ml de vermute seco
  • Gelo
  • 1 azeitona verde ou twist de limão

Preparo

Comece resfriando a taça. Sirva o gin e o vermute em um mixing glass com gelo e mexa até a mistura ficar bem gelada. Coe para a taça previamente resfriada e finalize.

Martini mexido ou batido?

o que é Dry Martini
(Crédito: Diageo)

Tanto no caso do Martini quanto no do Dry Martini, a técnica tradicional recomenda mexer os ingredientes. Isso preserva a transparência do líquido e cria uma textura mais sedosa. Ainda assim, há a possibilidade de fazer um Martini “shaken, not stirred” (“batido, e não mexido”), assinatura, por exemplo, do personagem James Bond.

Para esta opção, basta bater os ingredientes em uma coqueteleira com gelo. Nesse processo, a diluição é maior e há mais incorporação de ar à bebida, deixando o drink levemente turvo. Mais uma vez, é questão de preferência, e não de certo ou errado.

Se você gostou de saber mais sobre a diferença entre Martini e Dry Martini, confira também este artigo sobre a história do drink, ou este sobre a história de uma das principais marcas de gin do mundo, a Tanqueray.

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