É comum pensar imediatamente na caipirinha quando se fala em cachaça. Mas a bebida brasileira vai muito além do tradicional drink com limão: dependendo da maneira como é produzida, armazenada e envelhecida, ela pode apresentar aromas, sabores, cores e texturas completamente diferentes.
E essa diversidade não surgiu por acaso. Ao longo dos séculos, a produção de cachaça, é um destilado obtido a partir do caldo de cana-de-açúcar fermentado, incorporou diferentes técnicas, madeiras e formas de armazenamento, criando uma categoria cada vez mais ampla.
Como a cachaça é produzida?

Tudo começa com a cana-de-açúcar. Depois da extração do caldo, ele passa pelo processo de fermentação, no qual os açúcares são transformados em álcool.
Em seguida, ocorre a destilação, etapa responsável por concentrar o álcool e os compostos aromáticos da bebida.
É nessa fase que a cachaça começa a ganhar algumas de suas características. Na produção em alambiques, por exemplo, a destilação acontece em equipamentos geralmente feitos de cobre e em lotes menores.
Depois da destilação, a bebida pode seguir diretamente para armazenamento, filtragem e engarrafamento ou passar por um período de descanso e, dependendo da proposta, por envelhecimento em madeira.
Essa última etapa é uma das principais responsáveis pela diversidade de estilos encontrados atualmente. Isso porque o contato com a madeira pode alterar a cor, os aromas, o sabor e a percepção de suavidade da cachaça.
Cachaça branca: escolha versátil para drinks

A cachaça branca é aquela que não passa por um processo de envelhecimento que altere significativamente sua aparência e seu perfil. Por preservar características mais próximas do destilado, costuma apresentar um perfil mais direto, fresco e marcado pela própria cana.
É justamente por sua versatilidade que esse estilo funciona muito bem na coquetelaria, podendo ser utilizada caipirinhas e criações que levam frutas, ervas, especiarias e outros ingredientes.
Um exemplo disponível no portfólio da Ypióca é a Ypióca Conta Gota Prata, encontrada atualmente na seleção de cachaças do The-Bar.
Cachaça envelhecida: quando a madeira entra em cena

O envelhecimento acrescenta uma nova dimensão à bebida. Afinal, durante o período em madeira, acontecem interações entre o destilado e os componentes do recipiente.
Pela legislação brasileira, a cachaça envelhecida deve conter pelo menos 50% de cachaça ou aguardente de cana envelhecida em recipiente de madeira apropriado, com capacidade máxima de 700 litros, por no mínimo um ano.
É um estilo que pode agradar quem prefere beber a cachaça pura ou explorar suas características sem necessariamente misturá-la a muitos ingredientes.
Na linha da Ypióca, a Ypióca Cinco Chaves aparece atualmente entre as opções de cachaças envelhecidas disponíveis no The-Bar.
Cachaça premium: experiência para apreciar sem pressa

O termo “premium” não é apenas uma maneira de dizer que uma cachaça é mais sofisticada: ele também possui uma definição dentro da regulamentação da categoria.
A cachaça premium deve ser composta por 100% de cachaça ou aguardente de cana envelhecida em recipiente de madeira apropriado, com capacidade máxima de 700 litros, por pelo menos um ano. Já a classificação extra premium exige um período mínimo de três anos de envelhecimento.
Na prática, o tempo em madeira e a escolha do recipiente podem contribuir para um perfil mais complexo, tornando essas versões especialmente interessantes para quem quer degustar a bebida pura e perceber suas diferentes camadas aromáticas.
E a cachaça dourada? Toda bebida amarela é envelhecida?
Não necessariamente.
A cor mais escura ou dourada costuma estar associada ao contato com a madeira, mas a aparência, sozinha, não determina a classificação da bebida.
Por isso, vale olhar o rótulo e entender o processo pelo qual a bebida passou em vez de usar apenas a cor como referência.
O que mudou na cachaça ao longo dos anos?
A história da cachaça acompanha a própria história do Brasil. De uma bebida tradicionalmente associada ao consumo popular, ela passou a ocupar também espaços de gastronomia, coquetelaria e degustação.
A evolução das técnicas de produção e, principalmente, a exploração de diferentes madeiras ajudaram a ampliar esse universo.
Ao mesmo tempo, a categoria passou a investir mais na valorização de versões envelhecidas e de maior complexidade. A própria Diageo descreve a Ypióca como uma marca brasileira tradicional dentro de seu portfólio de destilados.
Qual cachaça escolher para cada ocasião?

A resposta depende principalmente de como você pretende consumir a bebida.
Para drinks e coquetéis, as versões brancas são uma escolha natural, já que seu perfil permite combinar a cachaça com frutas, açúcar, ervas e outros ingredientes sem que o envelhecimento domine a receita. A Ypióca Conta Gota Prata é uma das opções da marca disponíveis no The-Bar.
Para beber pura, vale explorar as versões envelhecidas, que podem apresentar maior complexidade aromática. Entre as opções da Ypióca encontradas atualmente no The-Bar estão a Ypióca Cinco Chaves e a Ypióca Reserva Carvalho.
Já para ocasiões especiais, uma versão premium ou uma edição comemorativa pode transformar a bebida em parte da experiência. O The-Bar atualmente reúne, entre suas opções de cachaça Ypióca, versões como a Ypióca Comemorativa 150 Anos e a Ypióca Comemorativa 160 Anos.
No fim, a melhor maneira de entender a variedade da cachaça é justamente deixar de tratá-la como uma bebida única.