O que é real e o que é mito sobre a família Guinness?

cervejaria Guinness
(Crédito: Andrew Meßner/Unsplash)

Glamurosa e icônica, a história da família Guinness é cercada de mitos retratados inclusive em obras de ficção. Saiba o que é real e o que é mito sobre uma das histórias britânicas mais emblemáticas, que data do século XIX na Irlanda.

História da família Guinness: mitos e verdades

Base histórica grandiosa: real

contrato Guinness
(Crédito: Divulgação/Guinness)

A forma como a história da Guinness começou parece até coisa de série – mas o que se fala sobre o início de tudo é realmente a verdade.

Arthur Guinness, homem simples que aprendeu o ofício da fermentação enquanto trabalhava para a igreja, foi o responsável por começar tudo. Em 1759, ele arrendou uma cervejaria desativada em Dublin com um contrato de 9 mil anos por apenas 9.4 mil libras ao ano (o equivalente, hoje, a R$ 68 mil anuais).

Seguindo a atitude lendária do fundador, os herdeiros dele transformaram, pouco a pouco, a Guinness em um império. Sir Benjamin Lee Guinness, por exemplo, foi um dos responsáveis por isso ao modernizar a produção da bebida e expandir os negócios da família.

Grandeza do império: real

Enquanto alguns descendentes de Arthur tomaram a frente da cervejaria, outros tomaram outros rumos, ainda na vida pública. Alguns deles, por exemplo, foram para a política. Já outros tiveram a história marcada por ações filantrópicas. Tudo isso tornou a Guinness algo que vai muito além da cervejaria.

“Maldições” familiares: mito

A família Guinness realmente enfrentou perdas pessoais e desafios financeiros ao longo das décadas. A mais conhecida foi a morte de Walter Edward Guinness, político britânico, em 22 de novembro de 1944. Ele era Ministro das Colônias e estava no Oriente Médio durante a Segunda Guerra, mas foi morto pelo grupo sionista Lehi.

Além disso, doenças graves e mortes súbitas também aconteceram – e tudo isso motivou uma série de lendas que se popularizaram muito ao longo do tipo. É do imaginário popular, por exemplo, que a família é “amaldiçoada” como forma de “balancear” toda a riqueza. Isso, é claro, nunca foi confirmado.

Glamour e impacto da família na sociedade: real

(Crédito: Jessica Johnston/Unsplash)

Assim como retratado em obras de ficção, a família era cercada por um cotidiano bem glamuroso. Isso inclui festas, filantropia, grandes decisões empresariais e presença de integrantes da família em círculos sociais e políticos influentes.

História da família Guinness: por que ela foi tão importante?

Arthur Guinness
Arthur Guinness, criador da cervejaria (Crédito: Christopher Zapf/Unsplash | Divulgação/Guinness)

A história da família Guinness começou na Irlanda do século XVIII com Arthur Guinness, que nasceu em 1725 em uma família simples ligada à igreja e à administração de terras. Foi nesse ambiente que ele aprendeu o ofício de fermentar e produzir bebidas, conhecimento que o levaria a criar um dos impérios mais emblemáticos da Europa.

Em 1759, Arthur arrendou uma cervejaria desativada em Dublin em um contrato icônico. Por 45 libras anuais (o que equivale a cerca de R$ 68 mil atualmente), o contrato tinha prazo de 9 mil anos – ponto inusitado que entrou para a história empresarial da Irlanda.

No início, Arthur produzia diversos estilos de cerveja, mas eventualmente passou a focar em porter, estilo de cerveja escura e encorpada popular entre trabalhadores londrinos da época. A aposta deu certo e escolha definiu a identidade de Guinness, que se tornaria uma das mais importantes produtoras de cerveja escura do mundo. Com o tempo, a marca evoluiu nas mãos dos descendentes de Arthur, que aprimoraram processos, expandiram exportações e transformaram o negócio em um verdadeiro império.

Além da cerveja, a família também diversificou os negócios. Um dos ramos foi o setor financeiro, com a fundação do banco Guinness Mahon por Rundell Guinness. Outros membros se tornaram figuras públicas de destaque, como Walter Edward Guinness, político conservador britânico que ganhou notoriedade ao ser assassinado no Cairo em 1944.

A influência da família sobre a cervejaria diminuiu já nos anos 90, quando a empresa se fundiu à Grand Metropolitan, dando origem à gigante global Diageo, que administra a marca até hoje.

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